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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Terceira aula no Natural Gourmet: mostly vegetarian cooking techniques




Esta foi a segunda parte (em um segundo dia) de uma mesma aula, já postada aqui anteriormente.

Nesta etapa, novamente fizemos duas refeições, almoço e jantar.

O almoço foi o seguinte:

  • Salada de laranja, erva-doce (o bulbo) e agrião

  • Chili (o prato mexicano) com seitan

  • Corn bread

  • Couve salteada com alho

  • Pêras assadas com molho de caramelo e praliné de amêndoas

O chili, o corn bread e a couve salteada são três das mais típicas soul foods.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Candle 79: o ápice da viagem





Um dos grandes sonhos da minha vida era conhecer o Candle 79, desde que vi a propaganda do restaurante em uma revista gringa pela primeira vez, há alguns anos atrás.

Pelas propagandas e pelo site, parecia ser o melhor restaurante vegano do mundo!

E realmente é, dependendo do que você está buscando. O restaurante, que fica no Upper East Side (como já dito anteriormente, lugar mais rico de Manhattan), é de altíssimo nível e oferece pratos muito bem elaborados; no entanto, as porções são minúsculas, comparadas com o valor que é cobrado por elas.

A história do Candle 79 é muito interessante: seus proprietários conseguiram grande parte do dinheiro necessário para montar o negócio porque ganharam 53 mil dólares na loteria! Viu, pessoal? Ainda há esperança para quem sonha em abrir um negócio vegano!

Hoje em dia, é um dos mais famosos e aclamados veganos dos EUA: já ganhou diversos prêmios de melhor restaurante vegetariano da cidade e do país, e é frequentado por pessoas famosas como Woody Harrelson, Alicia Silverstone (atores veganos) e ninguém menos que Paul McCartney (que também é vegano e ativista de direitos dos animais).

O seitan (olha ele aqui de novo!) do Candle 79 ajudou a construir a tradição de ótimos seitans de NY. É tão famoso, que muitos dos pratos de lá levam o ingrediente, incluindo o prato-assinatura da casa, Seitan piccata (o preferido do ex-beatle!). Piccata é o molho por cima do seitan : manteiga vegana, limão e alcaparras, tudo servido sobre bolo de batatas grelhado e espinafre cremoso.

Bom, se é o preferido de sir McCartney, tive que pedir né... Apesar de sentir falta de um arrozinho, adorei!

De sobremesa, segui a sugestão do Vegan Guide to NYC e do garçom do Candle (aliás, só rapazes muito bem apessoados trabalhando por lá!): fui de chocolate-peanut butter bliss, um mousse cremoso de manteiga de amendoim coberto por uma deliciosa camada de chocolate meio-amargo e com um fundo-casca de chocolate, mais delicioso ainda.

Pequena, cara, mas tão sensacional que rivalizou na minha mente por dias pelo título de melhor sobremesa vegana do mundo com o bolo trufado do Sacred Chow até, infelizmente, perder para ele.

Se algum dia você for a Nova York, por favor, não cometa o crime de deixar de ir no Candle 79, ele definitivamente merece uma visita. E por favor, peça o chocolate-peanut butter bliss!

Conheça o cardápio: http://candle79.com/

Gobo: vista seu melhor traje

Lá fui eu, depois de um dia inteiro batendo perna, de mochila nas costas, adentrar este fino restaurante perto do Meatpacking District (local famoso pelas boates caras e lojas de estilistas descolados). Mas fui eu que me senti descolada da realidade: lá dentro, um povo arrumado que só, cheirando a muito dinheiro. Mas tudo bem, eu só ia comer uma entradinha mesmo e ir embora, já que os preços são um pouco abusivos pro meu orçamento.

O ambiente de lá é bem festivo, muito barulho de gente conversando e o povo sentado em uma grande mesa comunitária. Do salão pode-se ver a cozinha, toda pilotada por chefs orientais, e o trabalho rolando lá dentro.

Pedi uns espetinhos de seitan com molho de mostarda e chá verde. O que me impressionou bastante durante essa viagem, foi como Nova York tem uma tradição de elevar a produção de seitan a um nível nunca antes imaginado por mim. Como se pode notar pela foto, este seitan é bem diferente dos que costumamos ver em Brasília (ou no Brasil em geral). Estava uma delícia, com uma casquinha defumada de quem provavelmente foi feito na brasa.

Recomendo o Gobo para quem quiser aumentar o nível do jantar ou para uma ocasião especial em que não há muita preocupação com o dinheiro (vai que você planeja ficar noivo em NY, né?), mas também não é um preço absurdo e não-pagável, a questão é que as porções não são muito grandes, então provavelmente antes do prato principal será necessário pedir uma entrada.

Visite e conheça o cardápio: http://www.goborestaurant.com/

Sacred Chow: oásis na babilônia





Este pequeno e charmoso restaurante no Village, bairro descoladíssimo de NY, é um verdadeiro achado. Mais um da lista “recomendo fortemente pra quem for a Nova York”. Não perca!

A logo do Sacred Chow é uma vaca meditando, e o nome tem relação com “vaca sagrada” (“sacred cow”). O dono do estabelecimento, antigo chef e confeiteiro do Candle Café (anteriormente citado aqui no blog), resolveu que deveria partir para voo solo e abriu o próprio café. No início, o Sacred Chow não era vegano pois servia alguns laticínios, o que não condizia com o conceito da vaca sagrada... No entanto, com o tempo, eles passaram a ser veganos, majoritariamente orgânicos e comprometidos com os direitos humanos (os ingredientes tropicais utilizados são provenientes de comércio justo).

O simples fato de entrar no café causa uma tranquilidade imediata que raramente se encontra nessa grande metrópole. Uma grande fonte de água corre no canto do salão. A iluminação é na medida certa, bem leve. A atendente, um amor de criatura e filha de brasileira, fala tranquilamente e tem toda paciência do mundo pra explicar coisas e esperar a decisão do cliente (fato quase inexistente nos EUA).

O forte do cardápio são os tapas – palavra espanhola para tira-gostos. Tem diversas opções, e cada porção é do tamanho de um prato de sobremesa. Se pedir três, o preço unitário sai mais barato.

Outro forte é a confeitaria: a seleção se sobremesas é inacreditável (cookies, brownie com sorvete, bolos, cupcakes, docinhos, macaroons, sundae, crumble de frutas...).

Eles também servem sanduíches, saladas e deliciosas opções de brunch aos fins de semana.

Aqui a comida é mais caseira mesmo (toda feita lá), nada das carnes falsas compradas na loja oriental e recicladas na cozinha (eu já tava meio cansada dos cardápios repetitivos dos restaurantes veganos, que se baseiam nessas carnes falsas). No máximo, um seitan (nossa conhecida “carne de glúten”), mas eles também fazem por lá.

Bom, vamos ao que eu pedi (de cima para baixo):

  • Dijon marinated raw kale: um tipo de couve crespa que tem por aqui, crua e marinada no molho de mostarda dijon e maple syrup. Delícia total, raspei o prato (sem falar que fazia tanto tempo que eu não comia algo cru/vivo que meu organismo estava quase definhando).

  • Root vegetable latkes with Indonesian date butter: latkes (essas panquequinhas) de tubérculos com manteiga de tâmaras indonésia

  • Black olive seitan: imaginei que esse seitan viria com um molho de azeitonas pretas ou algo do tipo, mas qual não foi a minha surpresa ao sacar que a massa do glúten já é feita com elas, então é um seitan sabor azeitonas pretas. Bem inovador!

  • Bolo trufado de chocolate: tá eu tenho que admitir isso pro mundo: essa foi a melhor sobremesa vegana que comi na vida. Fiquei aqui dias pensando se eu não estava em dúvida entre este bolo e a sobremesa que comi no Candle 79 (será postada em breve), mas esse bolo trufado não tem comparação. É um exagero de gostoso. Tanto chocolate que nem consegui terminar. E essas nozes caramelizadas por cima... Quero nem ficar lembrando.


Ai, comi demais!!!!

Para conhecer essa maravilha de Sacred Chow, veja: http://sacredchow.com/

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Primeira experiência no Natural Gourmet Institute: o jantar de sexta-feira




Todas as sextas-feira à noite, o Natural Gourmet oferece um jantar (sempre vegano) feito pelos alunos do curso Chef's training. O cardápio é divulgado previamente no site da escola e os interessados ligam para fazer reserva e pagam no dia do jantar. O menu sempre inclui uma entrada, um prato principal e uma sobremesa.

Morria de curiosidade para saber qual o nível dos pratos oferecidos. Minha expectativa era grande. Talvez grande demais, porque acabei achando o jantar ok, mas não tão absurdamente delicioso quanto eu esperava. E as porções são bem pequenas (ainda bem que eu não estava com muita fome, senão ia rolar mau humor).

Os ingredientes dos jantares são sempre sazonais: são utilizados produtos da época. Aqui, no outono, o que mais dá são milhões de tipos de abóbora (por isso elas são o símbolo do Halloween), além de outros tubérculos e raízes, e maçãs. Portanto, estes foram os ingredientes principais do cardápio.

O cardápio foi (de cima para baixo):

  • Entrada: ravióli de abóboras com creme de castanha de caju e alho (acho que por cima do ravióli eram uns grãos de milho tostados), acompanhado de salada de folhas com vinagrete de romã. A maior surpresa do prato ficou por conta do creme de castanha de caju, loucamente cremoso e com bastante alho. Os comensais ficaram impressionados com o fato de que o creme não levava nenhum tipo de laticínio (muitos ali nem sabiam que o jantar era vegano).

  • Prato principal: Croquetes apimentados de feijão preto e seitan, guarnecidos com pimentão em coserva, redução de vinho tinto, couve com cebola e alho e legumes da época assados. Achei sem graça. As beterrabas não estavam bem assadas e estes bolinhos eram bem normais. Acho que no Brasil fazemos croquetes/bolinhos melhores!

  • Sobremesa: Panna Cota de baunilha fresca coberta com maçãs caramelizadas e nozes pecã adocidadas (provavelmente com néctar de agave ou algum outro adoçante natural). Acho que este foi o prato mais bem elaborado. Os cubinhos de maçã estavam crocantes por fora e macios por dentro e a calda estava deliciosa.

Valeu a pena para conhecer como funcionava o jantar. Para quem trabalha com culinária, é sempre bom conhecer novas propostas para ter inspiração para novas ideias.

Para conhecer o Natural Gourmet Institute: http://www.naturalgourmetinstitute.com/

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Restaurante vietnamita: Pho



Como sugestão de Brie e Jesse pedi um Pho vegetariano, que era o que eles iam pedir. É essa sopa aí da foto, achei meio sem graça, era um caldo sem gosto, com macarrão de arroz, brocólis, tofu sem tempero e pedi para acrescentar seitan, além de ter lascado um molho de ameixa por cima.

É... foi bom pela experiência, bem autêntica, mas o tal do Pho não ganhou muitos pontos no meu conceito!