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domingo, 11 de outubro de 2009

Soul Food vegana


O conceito de soul food é uma coisa bem peculiar: é a comida típica criada pela população negra do sul dos Estados Unidos. As pessoas têm bastante apego a este tipo de comida, porque este estilo é pai dos pratos conhecidos como comfort food, ou a comida que traz conforto, faz lembrar da infância, da mãe cozinhando, etc.

Inclusive existe um programa no Food Network Channel (siiiim!!!! canal de TV só de culinária!!!!) que é um casal negro que prepara praticamente só soul food. No único episódio que assisti, eles fizeram churrasco de porco (credo), espigas de milho na brasa com molho barbecue (BBQ), maionese de batatas (que eles chamam de “salada”) e sorvete de batata doce.

Pra dizer a verdade, eu não sei bem dizer que pratos são soul food além de churrasco, mac & cheese (macarrão com queijo), greens (couve e folhas similares cozidas em água), coisas com molho BBQ e diferentes tipos de batata. Mas imagino que deva haver mais que isso!

Pois bem, aqui em DC existem dois restaurantes veganos especializados em soul food: Senbeb e Soul Vegetarian.

Há muito pouco tempo, quando eu estava dando uma corrida pelas redondezas da onde estou hospedada, descobri que o Senbeb fica simplesmente pertíssimo de casa. Alegria! Um lugar totalmente vegano para comer quando estou com preguiça de cozinhar/pegar o metrô pra longe! Porque, na verdade, a uma distância caminhável de casa existem também outras opções de refeições veganas, mas em restaurantes onívoros - como o Mark's Kitchen, com seus deliciosos bolinhos de tofu, dumplings, hambúrgueres, lasanha, milk shakes; o Roscoe's, pizzaria com opção de queijo vegano; e o Middle Eastern, com comida árabe.

O Senbeb tem um cardápio pequeno, composto de alguns tipos de sanduíche (o veggie burger que a Simone pediu foi o melhor que comi por aqui), dois pratos quentes e alguns pratos vivos (crus), e um ambiente não muito amigável. Isso merece uma nota da autora:

Nota: aqui nos EUA, curiosamente, existe um movimento de empoderamento (empowerment) da população negra de classe baixa que, pasmem, envolve a adoção da dieta vegana. Portanto, estes dois restaurantes são de pessoas negras deste movimento e têm uma clientela quase que exclusivamente negra.

Bom, então continuando, quando eu e Simone fomos almoçar lá, não fomos recebidas com muita simpatia. Afinal de contas, não somos pessoas que eles consideram como parte da comunidade negra. A atendente fez uma cara de bunda jamais antes vista. Mas tudo bem! Já esperávamos isso: Simone tinha estado no Soul Vegetarian e foi tratada da mesma forma.

Não ligamos, fizemos nosso pedido e nos deliciamos com o almoço servido em embalagem descartável de isopor (nada sustentável! nota zero pra eles!).

Eu fui de soul food, pra manter a tradição: um delicioso tofu com molho BBQ (caseiro), servido sobre arroz, saladinha crua pra acompanhar (veio a calhar) e a comfort food mais amada dos EUA: mac & cheese (macaronni and cheese).

O mac & cheese vegano é geralmente feito com tofu, para dar a cremosidade e a impressão de queijo esmigalhado, e nutritional yeast flakes (no Brasil é traduzido como levedo de cerveja em flocos, mas não tenho certeza de que seja a mesma coisa), que tem um aroma forte de queijo.

Algo irônico aconteceu hoje: eu estava em um evento, o Green Festival, como voluntária na mesa do Compassion Over Killing. Quem apareceu por lá? A atendente com cara de bunda. Impressionantemente, ela começou a bater papo comigo e se revelou uma pessoa muito doce e simpática, e inclusive me falou que já morou no Brasil por dois anos (no Rio). Espero ser mais bem tratada no Senbeb daqui pra frente!

Para saber mais:

Food Network: http://www.foodnetwork.com/

Mark's Kitchen: http://www.markskitchen.com/

Uma foto de nutritional yeast flakes: http://www.all-creatures.org/recipes/images/i-yeast-nutr.jpg

(Roscoe's, Middle Eastern, Soul Vegetarian e Senbeb não têm site na internet)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Comida de Burma (ou Mianmar)






O que mais me fascina aqui nos EUA é a variedade de comidas típicas que se pode encontrar. Devido à densa imigração de pessoas de vários países, existe todo tipo de comida possível e imaginável. E o legal é que se criou uma cultura entre a população de se experimentar e apreciar estas variedades.

Fomos ontem a este restaurante, relativamente perto de casa, que se chama Mandalay. A comida é típica de Mianmar, ou Burma. Pra começar, eu nem sabia que Mianmar também se chamava Burma, e nem sabia muito bem sua localização, só sabia que era na Ásia (faz fronteira com Tailândia, Laos, China, Índia, Bangladesh e Oceano Índico).

A comida é deliciosa, super caseira e barata (relativamente aos preços daqui).

Como é comum entre outros restaurantes de comida típica da cidade, o cardápio tinha uma seção de pratos vegetarianos (todos veganos), inclusive três sobremesas.

Pedimos os seguintes pratos (de cima para baixo):

  • Tofu MoteNyinChin Gyaw: tofu salteado com mostarda azeda, cebola e coentro

  • Nyat KaukSweGyaw: macarrão largo e achatado, refogado com feijões amarelos (Vatana), brotos de feijão, corações de alface romana, amendoins e tofu levemente frito

  • Tofu Ohnno Hin: tofu levemente frito, pimentões verdes, cebolas e tomates com molho de creme de coco e curry

  • Espécie de torta de arroz grudentinho com açúcar mascavo e coco

  • Sorvete de abacaxi à base de leite de coco, servido em mini-abacaxi

Para conhecer o delicioso cardápio do Mandalay, visite: http://mandalayrestaurantcafe.com/menu.html.

Mimi Clark: segunda aula de culinária vegana




A aula da Mimi Clark já foi comentada aqui neste blog.

Essa mulé é danada. Ela está entrando no 19º ano como professora de aulas de culinária vegana e tem contato com Deus e o mundo. Conhece tudo quanto é chef vegano pelo país e é consultora de tudo quanto é marca de produto vegano.

Pois bem, essa foi a aula de “Beans & grains” (feijões e grãos), e o cardápio foi:

  • Purê de milheto (millet) com couve-flor

  • Salada dois grãos (trigo e quinoa) com gergelim

  • Croquetes de quinoa e feijão branco

  • Chili com bulgur (um tipo de trigo)

  • Patê de lentilha e nozes

  • Brownie de chocolate com feijão preto (sim!) e marshmallows

O mais impressionante da aula ficou por conta do brownie com feijão preto. Quando a gente comenta esta receita com as pessoas, invariavelmente recebemos em troca uma expressão de nojo.

No entanto, o feijão preto tem a função de encorpar a massa e adicionar proteína, fibras e ferro ao que seria só mais uma lariquinha - o brownie lotado de cacau e marshmallows.

E sim, aqui tem marshmallows veganos. É de uma fábrica em Nova York chamada Sweet and Sara (http://www.sweetandsara.com/). Eu, que nunca fui muito fã de marshmallows, achei a versão vegana deliciosa.

E o resultado visual desse brownie é explosivo, como vcs podem ver na foto de baixo!

Para conhecer o trabalho da Mimi Clark, visite: http://localdc.com/cooking/.

Bar vegetariano


Você, que é um vegano apreciador de teores alcóolicos (tipo meu amigo Guilherme), já se imaginou tomando uma biritinha pacificamente sem ter que conviver com porções de pescoço de peru, picanha na chapa, frango a passarinho e moela (que eu nem sei o que vem a ser) da mesa ao lado???

Pois bem, no Science Club isso é possível, já que ele é um bar e lounge vegetariano.

Tá certo que não vem a ser um daqueles agradáveis butequinhos brasileiros, mais descompromissados e descontraídos, e sim um lugar mais sóbrio, com cara de pub e drinques a preços salgadinhos.

Bom, pelo menos não vai ter moela.

Em lugar disso, guacamole com tortillas, sopas, tabule, hommus e veggie burger.

E o melhor de tudo é que ele fica nessa casinha de três andares em plena avenida lotada de prédios altos comerciais.

Já sabia da existência mas ainda não visitei o local. Um belo dia estava caminhando pra ir almoçar e me deparei com ele, foi aí que tirei a foto.

Tá na minha listinha de lugares a conhecer.

Para ver o menu do Science Club, acesse: http://www.scienceclubdc.com/.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sorvete feito em casa!



Aqui no mundo vegano dos EUA está rolando toda uma sensação em torno de um novo livro de receitas que acabou de ser lançado. Se chama “The vegan scoop” e é apenas de receitas de sorvetes veganos; dos mais variados e inimagináveis sabores possíveis (de noz pecã com manteiga a batata doce com manjericão). Para conhecer o livro, visite: http://www.theveganscoop.com/

O livro foi escrito pelo dono de uma sorveteria vegana em Boston, o Wheeler del Toro.

Não hesitamos e, além de comprar um livro para cada uma, Simone comprou uma máquina doméstica de sorvete para a casa dela, que vem a ser uma coisa muito barata por aqui (como todos os eletrodomésticos e artigos de cozinha e de casa), apenas 40 dólares.

Já fizemos sorvete de chocolate com manteiga de amendoim duas vezes seguidas e o negócio acabou em menos de 24 horas (na verdade, na segunda vez, acabou em menos de uma hora). É sensacionalmente absurdo, talvez o melhor sorvete que eu já tenha tomado na vida (não é o melhor sorvete vegano, é o melhor sorvete. Ponto.). Esse da foto foi o que fizemos pela primeira vez, ele ainda não tinha sido congelado, por isso a consistência não-sorvetosa.

O único e deprimente problema da transposição destas receitas para o Brasil é que, todas as receitas de sorvetes cremosos do livro requerem soymilk creamer, que é tipo um creme de leite de soja fresco, mais líquido que o creme de leite de soja do Brasil.

Mas aguardem, que a gente damos um jeitinho.

Asian Bistro Cafe: nuggets?


Fomos, depois de pegar um cineminha no qual estava simplesmente Michal Moore para a première de seu novo filme e do qual só conseguimos ver a silhueta (quem quisesse vê-lo de verdade tinha que pagar pra ver o filme dele), num restaurante asiático daqueles que vc passa do lado de fora e não dá muita coisa por ele (em termos de comida vegana).

No entanto, o Asian Bistro café tem uma seção inteiramente vegana no cardápio, repleta de coisinhas gostosas e carnes falsas, incluindo porco, frango, pato e camarão (medo!).

Na minha pura inocência e ledo engano, achei que não queria comer muito e pedi apenas uma porção de dumplings (deliciosos bolinhos cozidos no vapor, já destacado aqui no blog). Mas quando chegou o prato da Cissa (sweet & sour chicken)... ai meu jah. Que cara boa tinha esse negócio! Acho que comi metade do prato dela.

Parece... NUGGETS do McDonald's!!! E com aquele molho barbecue, ainda por cima.

Sei que é amedrontador que algo que se pareça com comida do McDonald's seja gostoso. Mas é. E muito!

Para conhecer o cardápio vegetariano do Asian Bistro café, visite: http://www.asianbistrocafe.com/dinner_menu2.html

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Comida da Etiópia



Segure sua piadinha: “ué, e tem comida lá?”, que é o que todos dizem, porque a comida típica etíope te surpreenderia e te faria se arrepender da piada!

Aqui em DC os etíopes são uma das maiores populações de imigrantes da cidade. Portanto, é um restaurante etíope a cada esquina.

Eu estava muito curiosa pra provar, então fomos em um dos melhores da cidade, no bairro de Adam's Morgan (onde fica a agitação noturna).

Foi uma surpresa: a comida tem um conceito e uma apresentação muito simples, mas é muito saborosa.

Os legumes são muito valorizados por variadas preparações e temperos. Também existem alguns pratos com carne, mas os legumes definitivamente são as estrelas. Essa porção vermelhinha, por exemplo, estava s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l! Segundo a pessoa que nos atendeu, é uma pasta de grão-de-bico (provavelmente batida com tomate ou alguma especiaria avermelhada), com um tempero muito marcante e levemente picante.

Eles são servidos em um enjera, grande e saboroso pão circular e achatado, com uma consistência que eu nunca havia visto antes, puxento e suave ao mesmo tempo. Este pão é feito a partir da farinha de teff, que é considerado o menor cereal do mundo e um dos mais ricos nutricionalmente, cultivado e consumido há centenas de anos pelos etíopes (taí o segredo da boa forma dos etíopes aliada à sua resistência física nos esportes). Agora o teff ganhou o mundo e é vendido em mercados de produtos naturais aqui nos EUA (e, portanto, teve seu preço muito aumentado, inclusive para os etíopes).

O prato é servido em uma mesinha baixa ao centro dos comensais, que se sentam em círculo ao redor dela. Os legumes vem em diferentes formas (purês, refogados, pastas, crus), com diferentes temperos. Você vai pegando porções dos legumes com um pedaço de enjera (não se usam talheres), até que eles acabem. Ao final, come-se o pão que ficou por baixo e absorveu todos os temperos.

Uma comida muito lúdica, eu diria!

Recebi pedidos insistentes para introduzir a comida etíope no Brasil. Eu diria que, mais que interessante, é extremamente necessário, pois nosso país precisa conhecer essa delícia!!!

Até agora, a comida etíope foi uma das maiores (boas) surpresas dessa viagem.

Ode às abóboras





Nos EUA as abóboras são bastante apreciadas e as pessoas sabem dizer quais são os nomes das variedades de verão e as de outono, por exemplo. No entanto, a variedade é tanta, que eu fico impressionada como elas conseguem se lembrar.

Existem, ainda por cima, alguns tipos muito peculiares que, de tão lindas, são utilizadas como decoração.

São tão exóticas aos olhos da brasileira aqui, que foram a atração do meu passeio de domingo no Farmer's Market de Takoma. Fiquei pelo menos 15 minutos na barraca das abóboras escolhendo as que eu ia levar pra casa. Mas eu não vou deixar decorando a casa não, vou é comer pra ver dequalé.

Na três primeiras fotos, abóboras esperam seus compradores em dois mercados diferentes.

Na foto de baixo, as escolhidas repousam em um vaso da casa.

Farmer's Markets






Aqui, em várias partes da cidade, geralmente aos domingos, existem mercadinhos do produtor. Eles montam suas barraquinhas nas ruas e vendem sua produção semanal.

O daqui do bairro é uma festa: cheio de gente, tanto famílias quanto jovens sozinhos, com suas sacolas e carrinhos abarrotados de compras pra semana.

Tem de um tudo: legumes, verduras, frutas (sempre com opções orgânicas), compotas, geléias, patês, molhos e, claro, um monte de produtos de origem animal como carne, ovos, laticínios (nunca de animais advindos de sistema de confinamento industrial). Essa parte eu passo. Mas os vegetais... São uns mais maravilhosos que os outros.

Aqui algumas fotos de barracas dos Farmer's Markets que visitei.

De cima para baixo:

  • Diferentes tipos de tomates: variedades inéditas.

  • Pés de couve-de-bruxelas: nunca tinha visto elas assim tão ao natural!

  • Barraca de produtos feitos a partir da lavanda: perfumes, sabonetes, cookies, bolos, sal com lavanda, açúcar com lavanda.

  • Berinjelas: brancas, roxinhas e roxonas.

  • Pimentões: vermelhos, amarelos, roxos, laranjas.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vegetate: mais pratos





De cima para baixo:

Prato principal do Bruno: risoto com legumes, cogumelos, curry caseiro e leite de coco.

Prato principal da Cissa: berinjelas empanadas em cerveja e batatas fritas com molho tártaro vegano.

Prato principal da Simone: Nhoque de batatas azuis (sim, existe isso aqui),com brocólis, couve-flor romanesco (?) e molho cremoso de tomate.

Minha sobremesa: ganache de chocolate amargo com nozes tostadas e coulis de berry da época (não sei qual era essa aí do prato!). “Berry” é uma referência às frutinhas: blueberry (mirtilo), raspberry (framboesa), blackberry (amora), strawberry (morango), cranberry, etc.

S-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Vegetate: alguns pratos





De cima para baixo:

Aperitivo: Edamame, que é o grão de soja fresco e cozido.

Minha entrada: Beterrabas douradas marinadas com manteiga de amêndoas, óleo de semente de coentro e croustade grelhado (não me pergunte o que é essa última coisa! só sei que era muito bom). Infelizmente a foto não ficou boa, porque não transmite verdadeiramente o prato, que era um escândalo de gostoso.

Meu prato principal: polenta grelhada com feijões apimentados, redução de vinho e frutas da época e cebolas crocantes.

Entrada da Cissa: Abobrinha cabelo de anjo com feijões frescos, pesto de nozes e queijo (tá, o prato não é vegano, mas eu queria ilustrar o conceito. Além disso, era possível pedir a versão vegana, sem queijo por cima).

Aaahhh....... Vegetate.......



Que restaurante...

Simplesmente o melhor vegetariano de DC (ou pelo menos, o mais elaborado e sofisticado e caro).

Fomos, eu e minha “família adotiva” (Simone, Bruno e Cissa, na foto comigo), jantar lá. Era a primeira vez de todos, e ficamos apaixonados.

As combinações de elementos dos pratos são super inusitadas, os temperos vêm na medida certa e o resultado final é um sabor muito sofisticado.

O restaurante não é vegano pois usa derivados de leite e ovos em alguns dos pratos, mas quase todos podem ser servidos na versão vegana.

Cada um de nós pediu um prato diferente para que pudéssemos provar um pouquinho de cada um. Não tinha nada ruim. Não tinha nada menos do que delicioso, pra falar a verdade.

Na foto de baixo, eu tomando uma limonada decorada com folha de lavanda, tentando enganar a fome que me consumia enquanto eu esperava minha entrada.

Quem quiser conhecer o cardápio do Vegetate, visite: http://www.vegetatedc.com/portal/dining/.

Ikea: o melhor passeio turístico possível



Para aqueles que não conhecem esse maravilhoso invento de um ser humano sueco, apresento-o: a Ikea é uma rede de lojas de artigos para casa (desde cabides até cozinhas completas) com designs maravilhosos a preços bastante acessíveis.

Sabe a Tok & Stok? Pois é, cópia da Ikea (até alguns designs de móveis são idênticos). Eles só esqueceram de copiar os preços também.

Infelizmente, não existe Ikea no Brasil (e eles nem têm planos de abrir lojas por lá), então minhas duas únicas oportunidades de visitar essa belezura foi quando morei na Espanha e agora aqui, nos EUA.

Eu, como boa cozinheira com alma de dona de casa (porque casa minha mesmo, eu não tenho), não posso deixar de admitir que dar um rolé na Ikea é um dos meus programas favoritos do mundo todo. E também tenho que admitir que é impossível eu sair de lá sem fazer umas comprinhas.

Mas, como diz o povo aqui de casa, “vale a pena!” (e por “vale a pena”, leia-se: não vou resistir a comprar mais esta coisa barata).

A Ikea leva a ideia de vender tudo por um preço mais barato a fundo, então dentro da loja tem um restaurante que serve pratos baratíssimos, como esse penne ao sugo que estou comendo na foto (saca só o molho caindo, que timing!), por 2 dólares. Obviamente, era um pratinho beeem vagabundo...


Se você quiser saber mais sobre o bizarro cardápio do restaurante da Ikea, visite: http://www.ikea.com/ms/en_US/IKEA_Food/index.html.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PIZZA VEGANA DE NOVO!!! ÊEEEeEe^^eEE!!!!!


Dessa vez, da pizzaria Roscoe's, aqui perto de casa.

Fotos e vídeo do DC VegFest

Para quem quiser ver algumas fotos do DC VegFest, que ocorreu no último sábado (12 de setembro de 2009), inclusive fotos da Mimi Clark e da Rory Freedman, autora de "Magra e poderosa" ("Skinny bitch"), acesse o blog: http://www.megabeth.net/?p=2710. Para ver o vídeo da palestra do Kenneth Williams (fisiculturista vegano), acesse: http://www.youtube.com/watch?v=9fyJMuT76Uo&feature=related.

sábado, 12 de setembro de 2009

PREPAREM-SE: doces de morrer





Depois de uma deliciosa tarde no DC VegFest (festival vegano) hoje, apresento a vocês as deliciosas, inacreditáveis, indescritíveis, irreproduzíveis, inimagináveis sobremesas compradas por lá.

O DC VegFest foi um festival organizado pela Compassion over killing (http://www.cok.net/) e pela Vegetarian Society of DC (http://www.vsdc.org/). O evento foi realizado em uma praça ao ar livre no campus de uma universidade e teve entrada aberta e franca. Houveram palestras, demonstrações culinárias e a presença de um Senador do estado de Maryland, que se tornou vegetariano durante a Semana Vegetariana de Takoma Park e agora é um grande apoiador do vegetarianismo. Para saber mais sobre o que rolou no festival, veja: http://dcvegfest.com/schedule.

Além disso, várias barracas de entidades sem fins lucrativos e de venda de livros e produtos. Lógico que não faltaram as várias barracas de comida, inclusive três diferentes confeitarias com os mais variados doces (tá, não tão variados assim. Geralmente é só cookies, cupcakes, bolos e brownies). O ponto alto do festival, sem sombra de dúvidas foi a confeitaria Vegan Treats (http://www.vegantreats.com/), que vendeu durante o evento simplesmente MIL donuts e MIL mini-tortas veganas de vários sabores.

DUAS MIL SOBREMESAS VEGANAS VENDIDAS. E teve fila pra comprar, com espera média de 10 minutos, durante todo o evento.

Eu tive participação especial no festival! Fui ajudante da Mimi Clark (culinarista vegana: http://localdc.com/cooking/) durante a demonstração culinária dela, então ela me apresentou para todo o público presente como uma chef vegana do Brasil que estava aqui para fazer uma pesquisa sobre comidas veganas. Fiquei vermelha que só...

Fiquei muito frustrada por minha câmera estar sem bateria durante o evento, portanto infelizmente não vou poder compartilhar com vocês toda a beleza e emoção do festival.

Mas assim que cheguei em casa, carreguei a câmera e tirei fotos dos doces para mostrar pra vocês!

De cima para baixo: Pumpkin pie (torta de abóbora com chantilly), Chocolate peanut butter cheesecake (“Cheese”cake de chocolate e manteiga de amendoim), Cookies and cream cake (bolo de creme e cookies) e, por último, um Chocolate cake with buttercream (bolo de chocolate com creme de “manteiga”) de outra confeitaria, Emily´s desserts (http://emilysdesserts.com/).

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Comida de museu


Seguindo a série "passeios turísticos regados a comida", rumei para o Museu do índio americano, que tinha sido o museu mais recomendado por conta da comida do restaurante local. Dei um rolê, visitei as exposições, mas estava curiosa mesmo com relação ao almoço. A barriga roncou, me dirigi à cafeteria. Chegando lá, qual não foi minha surpresa, uma ideia muuuito legal dos americanos que eu aprovo 100%: uma espécie de lanchonete gigante na qual vc pega uma bandeja e vai se servindo do que quiser, e aí os preços são cobrados por cada porção de comida que você pega. O truque é que, em geral, você acaba pegando mais do que precisa (olho gordo!), já que o visual e as quantidades disponíveis te incentivam a isso. A cafeteria era dividida em seções temáticas: cada uma correspondente à uma região da América. Tinha uma seção da América do Sul, com canja de galinha (iu!) e mandioca frita brasileiras, além de pratos peruanos e de outros países. Tinha a parte mexicana, cheia daquelas coisinhas gostosas, e uma parte que não me lembro exatamente da onde era, deve ser do norte dos EUA e do Canadá, porque o cara ficou me oferecendo carne de búfalo (eéééquiuuu!!!). Respondi pra ele dizendo que na verdade eu era vegana e queria indicações de pratos (já que os pratos vegetarianos estavam indicados, mas não havia indicação vegana). Sem problemas, aqui quase todo mundo sabe o que é vegan (vi-gã). Ele me falou quais eram as opções, e acabei escolhendo mandiocas fritas com molho de limão e coentro (nunca imaginei que ia comer uma mandioca tão gostosa nos EUA), salada de feijão lima (um feijão gigante peruano) com abacate, e tortillas chips de três cores (de milhos naturalmente amarelos, vermelhos e azuis) com salsa de manga, tomate e coentro ultra picante (nem consegui terminar). Me senti uma esquisitona tirando a foto da comida em meio àquele lugar lotado, com todo mundo achando estranho, mas não deixei de documentar pra vocês poderem ver aqui =)

O primeiro brunch



Aqui é realmente uma tradição essa história de brunch. No domingo geralmente o povo não toma café da manhã e nem almoça, lança logo uma mistureba dessas pra dentro. Bom, eu não ia fugir à tradição, então resolvi intimar a Cissa e o amigo dela a irem comigo em um pub que eu tinha ido com o Mat na sexta-feira. Ele tinha feito altíssimas recomendações a respeito do brunch da casa. É estranho, porque é um pub desses bem soturnos e escuros, mas que tem um brunch famoso durante o dia nos fins de semana, com direito a cardápio separado só com opções veganas. Dividimos uma pequena montanha de panquecas integrais de morango cobertas de maple syrup e, para meu deleite individual, pedi essa coisa meio tex-mex: uma tortilla crocante de milho coberta de tofu a la "huevos rancheros" e queijo vegano, acompanhada de feijão preto e waffle fries, que é essa batata frita com formatinho de waffles, super fofa. A comida estava deliciosa, mas por algum motivo todos passamos o resto do dia com barrigas superlotadas e meio mals.

Rango da madrugada


Esse lugar é mesmo uma beleza pros estômagos livres de crueldade. Até de madrugada, voltando de um rolê pela rua mais lotada de pubs e clubs, é possível matar aquela fome que bate depois de algumas várias cervas. Nesta noite, saí com meu novo amigo que me encomendaram para conhecer - Mat, americano, ex namorado de Zullyenne, nossa amiga de Brasila - e ao final da noite, os dois famintos, ele sugeriu que fôssemos neste local chamado The Diner (na mesma rua famosa pelos bares). Às duas da madrugada ainda tinha fila pra entrar no lugar. No cardápio, um mundaréu de carnes e poucas opções vegetarianas. Mat pediu um hambúrguer de feijão preto (que ele advoga ser o melhor hambúrguer do mundo), que era vegetariano porém não vegano. Ao perguntarmos se tinha algo vegano, a resposta: "só o cogumelo Portobello grelhado, se você pedir sem queijo feta". Ok, pensei, mas uma daquelas coisas adaptadas que ficam sem graça quando vc tira o queijo, o creme, o não-sei-mais-o-que e blá blá blá. Ledo engano. O prato estava sensacional! Foi a melhor larica da madrugada na vida! Ainda vinha acompanhado de arroz basmati, espinafre e pimentão vermelho também grelhados e uma salada com vinagrete da casa. Como diz Isa Chandra Moskowitz em seu livro de receitas Veganomicon: "Quem precisa de hambúrguer? Portobellos são os próprios hambúrgueres da natureza!". Tente grelhar um e verás!

PIZZA VEGANA! ÊeeÊeE^^eee!!!


Aqui várias pizzarias dão a opção de trocar o queijo normal por queijo vegano. A pizzaria Paradiso é uma delas. Fui lá e provei esta diliça. Como pizza foi a coisa que mais atrasou minha transição para o veganismo, foi pura alegria! Na foto, pizza de mozzarella vegana com espinafre, cebola roxa e cogumelos.